Novo estudo alerta para impacto nocivo das plataformas online sobre o bem-estar de crianças e adolescentes
Um recente relatório da University of California at San Francisco, publicado na revista JAMA, acompanhou cerca de 12 mil crianças de 9 a 13 anos durante três anos e revelou que o tempo diário em redes sociais — que passou de 7 para 74 minutos — prediz um aumento de 35% nos sintomas de depressão entre os participantes. Os resultados sugerem que o uso intensivo das redes pode causar danos à saúde mental, em vez de apenas refletir um estado pré-existente.
O estudo destaca ainda que muitas dessas crianças estão expostas a plataformas como TikTok, Instagram e Snapchat, mesmo antes da idade mínima recomendada, e que o cyberbullying já está associado a um maior risco de ideação suicida e uso de substâncias. Além disso, os especialistas pontuam que o tempo excessivo online reduz atividades saudáveis como sono de qualidade e exercícios físicos.
Os pesquisadores recomendam medidas como a criação de planos familiares de uso de mídia, realização de auditorias constantes pelas plataformas e limites claros de tempo de tela, especialmente durante a noite e em horários de refeições.
Fonte: The Washington Post (replicando estudo da UCSF)
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